quarta-feira, 31 de maio de 2017 O cristão e a personalidade múltipla Foi numa noite chuvosa, em que me encontrava sozinha em casa, lendo algum livro qualquer, ouvindo uma boa música, que elas bateram à minha porta. E eu abri. Sim, eu abri. Oh, como me arrependo. Elas estariam melhores lá fora, mesmo na chuva e no frio. Mas eu dei um espaço para elas. Por baixo das capas de chuva, não pude ver que eram feias. Mas fiquei com pena. Disse que ficassem à vontade, que poderiam se sentir em casa, e elas, levaram ao pé da letra. Foi quando eu retornei com xícaras de chá, quentinhas, que eu as vi. Sob a luz, sem as capas, eu as vi. E elas começaram a se apresentar. Falaram seus nomes e seu endereço. Endereço? Eu própria. Elas habitam dentro de mim! Seus nomes... ah, como eu queria esquecer. Rebeca, Ingrit, Alda, Charlene, Daiane, Malvina, Fabiane, Ivy... E cada vez que uma dessas garotas dizia seu nome, eu via meu rosto refletido no seu. Como se elas fosse...